Conhece esses 5 peixes raiz? (Gabarito)

Lembra de quando o domingo era dia de feira e o cheiro de peixe fresco tomava conta da rua? No tempo que a gente não tinha Google pra identificar nada, saber quais eram os peixes raiz era questão de curiosidade pura, folheando uma enciclopédia no meio da sala. A gente olhava desenhos e ficava imaginando como era a vida lá no fundo do mar, longe da piscina de plástico do quintal. Se você participou do nosso desafio abaixo no Facebook, tá aqui a resposta pra você não passar vergonha na frente dos netos.

Quem é quem na lista dos peixes raiz?

  • Peixe-palhaço: Bem antes do Nemo aparecer no cinema e virar febre, a gente já parava na frente do aquário da pet shop pra ver esse carinha laranja. É o peixe raiz de quem sempre sonhou em ter um aquário marinho em casa, mas acabava mesmo era com um Beta num copo de requeijão ou num aquário de bola em cima da geladeira.
  • Piranha: O terror de qualquer guri que ia pescar no rio com o pai ou com o vô. O dente afiado e a fama de devoradora de gente — alimentada por aqueles filmes de terror de baixo orçamento que passavam na TV — faziam dela a vilã oficial das águas doces. No prato, era um desespero pra tirar tanto espinho, mas o caldo de piranha sempre foi o combustível oficial das pescarias.
  • Peixe-Espada: Prateado, comprido e com aquela cara de poucos amigos. Era o preferido de quem gostava de ver imagens de peixes na água, com aquela agilidade de ninja. Parecia uma lâmina de verdade e a gente ficava imaginando uma luta de espadas no fundo do mar.
  • Tubarão-martelo: O bicho mais esquisito do oceano pros nossos olhos de criança. A gente desenhava ele na escola com aquela cabeça chata e ficava tentando entender como ele enxergava o mundo. É o tubarão raiz de quem passava as tardes lendo sobre a fauna marinha em livros de capa dura e papel amarelado.
  • Namorado: Esse aqui é o rei do forno de domingo. Carne branca, firme e sem muita frescura de tempero. Era o peixe que a mãe comprava quando queria caprichar no almoço de família pra impressionar as visitas. Se não teve um Namorado com batatas e muito azeite na sua mesa, você não viveu o auge da cozinha brasileira dos anos 90.

De onde vem tanta história?

Muitos desses nomes populares vêm da observação direta dos pescadores e da cultura oral que passava de pai pra filho, ou seja, “filho de peixe, peixinho é”. No caso do Peixe-espada, ele recebe esse nome óbvio pelo formato, mas a biologia explica que ele é um predador voraz das nossas costas. Já o Namorado é um clássico da pesca de linha e fundo, muito respeitado por quem entende de gastronomia marinha. No tempo que a gente não tinha documentário em 4K, a nossa escola era o balcão da peixaria e o anzol na beira do barranco.

O importante não era só saber o nome, mas saber o que fazer com ele. Seja no aquário ou na panela, esses peixes raiz fazem parte da nossa história e da nossa formação.

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