Por que sua mãe sempre dizia “Filho de peixe, peixinho é”?

Sabe aquele dia que você se pega fazendo exatamente a mesma mania do seu pai, tipo reclamar do preço da carne ou ajeitar o volume da TV do mesmo jeito? Pois é. Nessa hora sempre aparece uma tia ou a vizinha pra soltar aquela máxima imbatível: “Não tem jeito, filho de peixe, peixinho é!”. É uma frase que carrega aquele cheiro de casa de vó, com o barulho do aquário de bombinha chiando na sala e a TV de tubo sintonizada no jornal.

O que significa?

O significado é tão direto quanto um chute de bico na bola de capotão: as características, o temperamento e até os defeitos dos pais acabam se repetindo nos filhos. É a ideia de que a “fruta não cai longe do pé”. Se o pai era bom de bola ou a mãe era mestre na cozinha, a gente espera que o filho puxe esse DNA. No nosso tempo, isso era motivo de orgulho pra uns e uma baita pressão pra outros que não queriam seguir a profissão da família.

De onde veio “Filho de peixe, peixinho é?”

A origem desse ditado é tão antiga que se perde no tempo, mas acredita-se que venha da observação simples da natureza, muito comum na sabedoria popular dos provérbios portugueses. Se um peixe vive na água e nada de um jeito específico, o filhote dele vai fazer exatamente o mesmo. É uma metáfora visual perfeita. Antigamente, a vida era baseada em observar os bichos e as plantas pra entender o mundo, e essa comparação com o mar sempre foi muito forte na nossa cultura latina.

O mesmo recado, outras palavras pelo Brasil

O brasileiro inventa moda pra falar a mesma coisa, provado na nossa longa lista de expressões raiz do passado. Se você escapou do peixe, já tomou uma dessas na orelha:

  • “Tal pai, tal filho”: A mais batida, pau a pau com o peixe. Curta e grossa.
  • “A fruta não cai longe do pé”: Tem cheiro de roça. Usada no interior quando o menino faz a mesma teimosia do pai.
  • “Quem sai aos seus não degenera”: Aquela versão mais séria que a avó soltava limpando a mesa do café.

E aí na sua varanda?

Toda família tem aquele parente que tinha um diploma em soltar provérbio na hora do almoço. Quem era a pessoa que mais dizia isso pra você? E confessa: você já se pegou falando isso pros seus filhos hoje em dia?

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