Praça do centro da cidade, fim de tarde. Cheiro de pipoca de carrinho misturado com escapamento de ônibus e aquele calor subindo do asfalto. É nesse cenário que surge a expressão fala mais que o homem da cobra. No meio da muvuca, uma rodinha de gente se formava em torno de um sujeito com um microfone chiando ou só no gogó mesmo. Ele prometia a cura pra calvície, dor nas costas e unha encravada, tudo num frasco de vidro escuro duvidoso. Mas de onde vem essa cobra e o que significa essa expressão idiomática do passado?