Você lembra bem do clima, quando ouviu “pular a cerca” pela primeira vez. Fim de tarde, o cheiro de terra molhada pela mangueira, o barulho da vassoura de palha raspando a calçada de cimento grosso, e sua mãe escorada no portão conversando baixo com a vizinha. O assunto era sempre um só: a fofoca quente do bairro. Entre um cochicho e outro para as crianças não ouvirem, o veredito saía como uma bomba. O marido da fulana da esquina tava aprontando na rua.
“Quem com porcos se mistura farelo come”: qual o significado e origem?
Quem cresceu nas décadas de 80 e 90 sabe bem como essa cena funcionava. Era ali, no meio da bronca sobre você andar com os moleques problemáticos do bairro, que sua mãe soltava o aviso final: quem com porcos se mistura farelo come. Você voltava da rua no fim da tarde, o joelho ralado do asfalto, a camisa do uniforme rasgada e a mão suja de terra de tanto bater bafo ou jogar bola. Ela já tava te esperando na porta, braços cruzados e aquele olhar pesado. O barulho da TV na novela sumia perto da tensão.
Desafio do Intruso: o que não existia no mercado dos anos 90? (Gabarito)
Entrar em um mercado dos anos 90 era uma experiência sensorial completa que nenhum mercado com “caixa self-service” moderno consegue replicar. Quem viveu aquela época lembra bem do som das etiquetas de preço sendo “metralhadas” nos produtos, do cheiro característico do corredor de produtos de limpeza e, claro, da ansiedade de esperar o leite de saquinho ser reposto na geladeira.
6 Desafios de Lógica que vão te fazer quebrar a cabeça (Gabarito)
Sabe aquele tempo em que a gente não tinha Google para resolver tudo em três segundos? A diversão no recreio ou nas reuniões de família era lançar uma charada e ficar vendo o pessoal “fritar” os neurônios para encontrar a resposta. Eram desafios de lógica que passavam de boca em boca e que, muitas vezes, tinham a resposta mais óbvia do mundo, mas a nossa mente teimava em complicar.
“Segurando vela”: A pior função social da nossa juventude raiz
Você lembra do desconforto da expressão segurando vela? Sábado à noite, garagem da casa de algum amigo ou aquele “fervão” de aniversário com bolo de abacaxi. O som era um 3 em 1 tocando alguma balada lenta do Roxette ou Double You. Os casais começavam a se ajeitar nos cantos mais escuros, o cheiro de perfume barato e laquê tomava conta do ar, e você lá. No meio da sala, ou sentado num banco de madeira, sem ter com quem trocar uma ideia, apenas assistindo ao romance alheio.
Os 5 insetos raiz que incomodam a vida de muita gente (Gabarito)
Brincar no quintal de terra, subir em pé de amora e ficar na rua até o poste acender era o “playground” oficial de quem cresceu nas décadas de 70, 80 e 90. Naquela época, o nosso contato com a natureza não era mediado por documentários em 4K no streaming, mas sim pela observação direta (e muitas vezes pelo medo) dos insetos raiz que invadiam nossas casas e brincadeiras.
Cinco músicas raiz, 1 imagem: você consegue decifrar? (Gabarito)
A trilha sonora de quem viveu as décadas de 70, 80 e 90 é composta por verdadeiros hinos que transcendem o tempo. As chamadas músicas raiz não são apenas melodias; são memórias auditivas que definem a nossa identidade cultural. No nosso último desafio visual, levamos o sentido literal de alguns desses clássicos ao extremo, utilizando imagens que desafiaram a sua percepção.
Lembra dessas 5 roupas raiz? Confira o gabarito do desafio
A moda das décadas de 70, 80 e 90 criou um vocabulário próprio. Quem viveu essa época sabe que as roupas raiz tinham nomes que descreviam exatamente o seu formato ou atitude, tornando-se verdadeiros jargões culturais. O nosso último desafio visual testou o seu raciocínio ao levar esses termos clássicos da moda antiga literalmente ao pé da letra. Abaixo, detalhamos cada uma das respostas para você conferir sua pontuação (veja gabaritos anteriores).
Desafio do Intruso: o que está errado nesse aniversário nos anos 90?
Fecha os olhos e tenta lembrar: o barulho das bexigas, aquele suco de pacote que tingia a língua e o cheiro doce do bolo de abacaxi com coco embrulhado no papel alumínio. O cenário desse nosso aniversário nos anos 90 tinha tudo pra ser perfeito, com a mesa cheia de salgadinho, a parentada toda reunida na sala de casa e um festival de expressões do passado. Mas, se você olhar com calma, vai perceber que três “viajantes do tempo” invadiram a foto.
“Conversa pra boi dormir”: qual a origem e significado da expressão?
Tá lá você, com a cara mais lavada do mundo, tentando explicar pro seu pai como o vaso da sala se quebrou “sozinho”. Ele só tira os óculos, te olha com aquele ar de quem já viu esse filme cem vezes e solta o veredito: “Lá vem você com essa conversa pra boi dormir“. Naquele tempo, a gente sabia que a mentira tinha data de validade. A frase era o ponto final técnico de qualquer tentativa de enrolação. Mas você sabe a origem dessa expressão e o que ela significa?