Circo dos anos 80: quais são os intrusos fora de época?

O espetáculo que movimentava bairros inteiros e parava as cidades do interior tinha dia e hora certa para acontecer. Visitar um autêntico circo dos anos 80 era uma experiência marcante para todos os sentidos: o cheiro da pipoca quentinha, a banda tocando as músicas do momento e aquela lona colorida cheia de remendos que deixava a luz do sol passar. Antes dos parques modernos e do excesso de telas, o circo era a principal diversão das famílias, que se acomodavam felizes em arquibancadas de madeira barulhentas.

Para testar a memória e a atenção de quem viveu essa época, preparamos mais uma edição do nosso popular “Desafio do Intruso”. A imagem de hoje recria exatamente o clima de um circo dos anos 80, mais especificamente no ano de 1982. O cenário tem tudo o que o picadeiro daquele tempo tinha, só que nós mexemos no tempo e colocamos alguns detalhes modernos que não deveriam estar lá. Seu desafio é descobrir quais são esses erros.

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Os Intrusos no Circo dos Anos 80: Gabarito Oficial

A saudade dessa época fez você deixar passar os detalhes modernos ou sua visão funcionou perfeitamente? Abaixo, nós separamos e explicamos os erros que quebram o clima real do circo dos anos 80. Veja a resposta de cada segredo escondido na cena.

1. A maquininha de cartão na bilheteria

Em cima do balcão de madeira da entrada, aparece uma maquininha preta com visor digital. Isso é impossível para o ano de 1982. Naquele tempo, o circo só aceitava dinheiro vivo. As raras máquinas de cartão que existiam na cidade eram pesadas, manuais e usavam papel carbono para decalcar as letras do cartão. Elas nunca funcionariam em um balcão de circo itinerante.

2. O malabarista usando um relógio inteligente

O artista se apresenta na entrada do circo jogando seus pinos para o alto. Mas, se você olhar para o pulso direito dele, vai notar a tela quadrada de um smartwatch. Esse tipo de tecnologia não existia na década de 1980. Naqueles anos, os relógios mais modernos eram os digitais comuns, com visor cinza, cronômetro e aquela famosa calculadora de botões minúsculos. Telas de toque e sensores eram coisas de filme de ficção científica.

3. Os preços marcados em Real

Ao reparar na tabela de preços fixada na bilheteria, dá para ver o símbolo “R$” antes do valor dos ingressos. Esse é um erro histórico bem claro. Em 1982, a nossa moeda oficial era o Cruzeiro. O Real só foi criado doze anos depois, em 1994, para controlar a inflação do país. Ter preços em Real no começo dos anos 80 quebra totalmente o realismo da cena.

4. A palavra “estreia” escrita sem acento no letreiro

Na faixa de lona pendurada em cima da entrada dos artistas, está escrito em letras grandes: “ESTREIA TEMPORADA 1982”. Embora escrever sem acento esteja correto hoje em dia por causa das novas regras da nossa língua, em 1982 a palavra precisava obrigatoriamente do acento agudo (“estréia”). A falta desse acento mostra que o cartaz foi escrito seguindo as regras atuais, e não as da época do circo dos anos 80.

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Saudades do palhaço?

Descobrir esses detalhes escondidos é um ótimo jeito de testar se a sua memória visual continua boa ou se o carinho pelo passado fez você ignorar os erros modernos. Cada um desses objetos foi colocado de propósito para contrastar o nosso dia a dia tecnológico com o mundo totalmente analógico do circos dos anos 80. Se você achou o dinheiro errado na bilheteria, o relógio no pulso do malabarista e a escrita modernizada sem precisar de ajuda, sua atenção aos detalhes daquela época está de parabéns!

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